V JORNADAS SOBRE GAGUEZ

gagos

 

V JORNADAS SOBRE GAGUEZ

“O DIREITO À GAGUEZ”

Data: 22 de Outubro de 2011 – Sábado

Local: Coimbra – Auditório do ISCAC - COIMBRA

Horário: 09h15 às 13h15 e das 14h30 às 17h00

Realizadas quatro edições das Jornadas sobre Gaguez cheias de êxito, a Associação Portuguesa de Gagos, com o apoio do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra, vai organizar as 5 ª Jornadas coincidentes com o Dia Internacional da Gaguez que se celebra a 22 de Outubro.

As Jornadas de 2011 terão como mote a afirmação do direito à gaguez. Nesta lógica do direito à gaguez, a afirmação pública da dificuldade por parte dos gagos e o reconhecimento institucional da gaguez e dos direitos das pessoas que gaguejam, ou pelo menos da sua não discriminação por parte das entidades oficiais, são passos decisivos e complementares para ajudar a viver com a gaguez.

A gaguez é uma “dificuldade” com muitas formas de intervenção, igualmente válidas mas igualmente frágeis. Vencer o problema passa, entre outras coisas por assumi-lo sem complexos.

A gaguez é uma perturbação da fala afectando cerca de 1% da população portuguesa, que, na sua maioria se isola, se feche em si própria, não procurando apoio, o que agudiza o problema. Embora (infelizmente) não seja considerada uma doença, a gaguez, quando não controlada, afecta profundamente a qualidade de vida das pessoas.

Por isso, a maior riqueza e o pioneirismo destas Jornadas é pôr os gagos a falar, a testemunhar e a partilhar as suas vivências/dificuldades, limitações, êxitos, formas e estratégias de ultrapassar o problema, quer com outros gagos quer com Terapeutas da Fala e outros Técnicos. Pessoas que sofreram e sofrem dia a dia com a gaguez isolando-se, pessoas que conseguiram “dar a volta por cima”, viver saudavelmente com o problema, sem às vezes saber bem como, e pessoas que deixaram de estar isoladas, que passaram por processos de intervenção terapêutica e, dessa forma vivem a vida de outro modo.

Infelizmente em Portugal são poucos os organismos de ajuda aos gagos para processos terapêuticos de ajuda a ultrapassar o problema, a ter uma vida social tão activa como das outras pessoas e a ter uma auto - estima um pouco mais elevada.

A missão da Associação Portuguesa de Gagos, activa desde 2005 e organizadora das Jornadas, como definida nos seus estatutos procura colmatar esta lacuna, ao pretender a “representação e defesa dos direitos e dos interesses das pessoas que gaguejam, bem como o apoio e divulgação de medidas preventivas e terapêuticas, prosseguindo prioritariamente objectivos de natureza social, cultural e reivindicativa conducentes à promoção e integração na sociedade”.

Junte-se a nós nestas Jornadas práticas e únicas em Portugal sobre a Gaguez!

Objectivos:

- Espaço de partilha e de vivências de pessoas que sentem e vivem o problema de gaguez no dia-a-dia;

- Reflectir o direito à gaguez, na linha da afirmação pública da dificuldade por parte dos gagos e do reconhecimento institucional da gaguez e dos direitos das pessoas que gaguejam;

- Reflectir e discutir a terapêutica da gaguez;

- Espaço de reflexão e cruzamento multidisciplinar das terapias de ajuda/apoio à gaguez;

- Sensibilizar a sociedade em geral e os poderes públicos em particular para a necessidade de medidas de apoio às pessoas com gaguez.

Destinatários:

- Pessoas que gaguejam e seus familiares;

- Professores e outros Educadores;

- Técnicos, Estudantes e Professores da área Terapêutica (Terapia da Fala, Psicologia, Psiquiatria, Medicina);

- Escolas;

- Associações;

- Outros interessados no tema.

 


 

 

Programa:

09:15 - Recepção dos participantes

09:45 – Sessão de Abertura - intervenção de dirigente da APG

10:00 – 11:00 – Conferencia de Abertura – “la Desmedicalización de la tartamudez” por Cristóbal Loriente Zamora

Autor do livro “A Antropologia da Gaguez: etnografia e propostas”, no qual apresenta uma perspectiva nova na investigação do fenómeno da Gaguez: a antropológica. A perspectiva que normalmente preside o estudo da gaguez é a biomédica, que a vê como uma alteração ou disfunção da linguagem. Orientação que fracassa, na opinião do autor, porque os problemas da fala são um fenómeno complexo, que ultrapassa o poder explicativo das ciências biomédicas e, em particular da psicologia, medicina ou da terapia da fala. Zamora contrapõe com uma visão psicossocial defendendo que as pessoas com gaguez devem “sair cá para fora “numa lógica de afirmação identitária com base na diferença.

11:00 – 11:30 - Debate

11:30 - Coffee-break

12:00 – 13:15 – Mesa Redonda: A Gaguez: da negação à afirmação

Nesta sessão serão partilhados testemunhos e vivências de pessoas com gaguez que vivenciaram o processo de terapia da fala e passaram de uma situação de negação da dificuldade para a sua afirmação.

Intervenientes:
Daniel Neves da Costa
Luís Rocha
Ivo Soares
13:15- 14:30 – Almoço (oferecido pela organização)

14:30 – 15:45 – Mesa Redonda: A propósito do filme “O Discurso do Rei”

“O Discurso do Rei” conta a história verídica do Duque de York, príncipe gago e futuro Jorge VI de Inglaterra e de como este venceu a sua gaguez, ultrapassando as suas indecisões e limitações para se tornar rei de Inglaterra. O “Discurso do Rei” apresenta um argumento em que a generalidade dos gagos se revê, tanto pela magnífica forma como o filme revela o sofrimento silencioso e escondido de uma pessoa que gagueja, nas suas ansiedades e dificuldades, como pela forma como coloca uma dificuldade que tantas vezes marginaliza numa figura que personifica e incorpora o poder, um Rei. Como tal, este filme servirá de ponto de partida para uma discussão alargada sobre a Gaguez, os problemas a ela associados, estratégias de enfrentamento da dificuldade, entre outras.

Intervenientes:
Helena Germano: Terapeuta da Fala e Psicóloga
Daniel Neves da Costa: Sociólogo e Gago
José Carlos Domingues: Engenheiro Civil e Gago

15:45 – 17:00 – Mesa redonda: A gaguez e a investigação científica

Esta sessão procurará mostrar o panorama da investigação científica sobre a gaguez, apresentando pata tal alguma da investigação levada a cabo e procurando traçar potenciais novos rumos. Junta para tal investigadores de diversas áreas disciplinares que irão apresentar o trabalho por eles desenvolvido.

Intervenientes:

Modelo social de compreensão da gaguez

Cristobal Loriente Zamora

Gaguez adquirida por lesão

José Fonseca

(Laboratório de Estudos de Linguagem da Faculdade de Medicina de Lisboa)

Gaguez: em busca de um padrão prosódico e entoacional

Marisa Cruz

(Laboratório de Fonética da Universidade de Lisboa)

17:00 - Sessão de Encerramento

Inscrições

(inclui almoço, coffee-break e documentação)

Sócios da APG e familiares directos - 10 euros

Estudantes - 25 euros

Profissionais e outros interessados - 30 euros

Inscrições até 19 de Outubro, através de:

Email: O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.

No site da APG: http://www.gaguez-apg.com

Por fax: 239501472

Por carta:

V Jornadas sobre Gaguez

Apartado 24

3130-909 Soure

 

ISCAC

Quinta Agrícola - Bencanta

3040-316 Coimbra

ISCAC

COMO CHEGAR

http://www.iscac.pt/imagens/3pontos.pngDe carro

· Partindo do Porto (Norte) ou de Lisboa (Sul) utilizando a auto-estrada A1: deve sair em Coimbra-Sul/Alfarelos (a 100 km do Porto e 200 km de Lisboa) e seguir pelo IC2 em direcção a Coimbra. Antes de chegar a Coimbra, sair do IC2 na saída Bencanta- ISCAC e seguir as indicações “ISCAC”.

· Vindo de Vilar Formoso (fronteira Portugal/Espanha, perto de Salamanca): prosseguir na auto-estrada A25 até Aveiro (170 km desde a fronteira). Ao chegar à saída Aveiro-Norte sair para a auto-estrada A1 na direcção Sul (Lisboa). Na auto-estrada A1, sair em Coimbra-Sul/Alfarelos (50 km depois de Aveiro)e seguir pelo IC2 em direcção a Coimbra. Antes de chegar a Coimbra, sair do IC2 na saída Bencanta-ISCAC e seguir as indicações “ISCAC”.

Coordenadas GPS: N 42º 12' 34.63" | W 8º 27' 08.17"

Mistérios da Gaguez

Usando imagens do cérebro para desvendar os mistérios da gaguez

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Reportagem RTP1

Jornal da Tarde de 28/03/2011 da RTP 1, mais uma vez se falou em gaguez. Aos 20 minutos da segunda parte.

 

Clique aqui para ver o vídeo.

Ernesto o menino com gaguez

Livro do Ernesto

O Menino com Gaguez

ernesto

PREÇO: 9.50€ Iva Incluido com despesas de envio incluídas (em território nacional)

Pagamento através de transferência bancária NIB: 0033 0000 453 756 28 44 905

Um livro infantil com uma história interessante para qualquer idade.

Faça a sua encomenda através do nosso mail. O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. ou Associação Portuguesa de Gagos Apartado 24, 3130-909 Soure

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ernesto   ernestos

 

Pais&Filhos nº3



Sinopse

A gaguez é uma patologia da comunicação que afecta não só a criança que gagueja mas também todo o seu meio envolvente. Ao gaguejar, a criança sente-se triste, irritada e frustrada por não ser capaz de passar a sua mensagem, os seus pais e familiares, sentem-se impotentes porque não saberem como ajudá-la, nem poderem fazer o problema desaparecer e, por último a toda a sociedade se deixa impressionar com a fala de quem gagueja e muitas vezes não reage da melhor maneira.

Este livro infantil visa colmatar as lacunas descritas acima, introduzindo o tema gaguez, de forma lúdica e aprazível, permitindo que a criança não se sinta sozinha com o seu problema e que vá, ao longo do livro conhecendo a gaguez, desmistificando os medos que dela possam advir e desenvolvendo comportamentos comunicativos que promovam a fluência da fala.

É igualmente um importante e único, até á data, material de apoio na intervenção terapêutica de psicólogos, terapeutas da fala e outros profissionais saúde e educação, com estas crianças, ao nível da gaguez.

Mónica Gaiolas in Introdução

"Ninguém tem uma gaguez sozinho. O vosso filho, neto, irmão, sobrinho, primo, amigo, aluno, enfim, a criança que conhecem, permanece convosco. Está sempre convosco. É para vós e por vós que ela quer falar. Escutem. Ajudem. Só assim seremos sempre todos um pouco mais felizes.

Obrigado."

Pedro Strecht in Prefácio

Parte das vendas reverte a favor da Associação Portuguesa da Gaguez

Dia Internacional da Gaguez

dia gaguez

A propósito do Dia Internacional de Consciencialização da Gaguez

http://www.sic.pt/online/video/informacao/NoticiasVida/2010/10/dia-internacional-da-gaguez-factores-biologicos-neurologicos-e-sociais-podem-agravar-problema22-10-2.htm

 

 

Porquê comemorar, a nível mundial, um dia de reflexão acerca de uma dificuldade que afecta tantas pessoas?
O lema de reflexão para este ano: “As pessoas que gaguejam, inspiram-nos!”, deixa subjacente uma possibilidade evidente de se poder olhar para esta dificuldade de forma alternativa. Sendo assim, talvez valha a pena começar por se fazer a pergunta mais óbvia:


- O que é a gaguez?


Muito se tem estudado, reflectido e analisado para se poder responder a esta questão. Afinal, parece que a resposta não é assim tão óbvia. Num sentido mais genérico, é fácil considerar que a gaguez resulta de um conjunto de pausas, hesitações e bloqueios em sons, sílabas e palavras que afectam de algum modo a fluência do discurso de alguém, impedindo-o por isso de falar com eficácia. Apesar de simples, esta definição enferma, à partida, de uma limitação pois não considera a grande variabilidade individual na forma como se manifestam estas dificuldades, sendo o desafio actual a este nível considerar se temos gaguez ou gaguezes! Por outro lado, exclui-se nesta visão a pessoa que gagueja. Compreender melhor este fenómeno poderá implicar um alargamento do foco de estudo e análise, considerando-a.
Transita-se assim de um nível de análise da gaguez como facto, para a dimensão da construção que o sujeito que gagueja faz relativamente à sua dificuldade, e como lida com as emoções que este fenómeno lhe provoca. A pessoa que gagueja sofre emocionalmente por se sentir diferente dos outros e para além de gaguejar, vive em confronto permanente com uma visão idealizada de si próprio, na convicção de que não poderá viver nunca a vida que deveria viver se não gaguejasse. O mais impressionante desta concepção é a sensação que se tem da solidão do indivíduo confrontado com os seus limites, sendo este o primeiro e único responsável por tudo o que à gaguez diz respeito. Ainda assim, considerando esta possibilidade de construção e análise, é fantástico verificar que existem pessoas que embora gaguejem são felizes, desempenhando com sucesso as mesmas funções que outros, ditos não gagos, sendo cantores, actores, músicos, políticos, escritores, cientistas, pais, mães,…
Se se olhar para estas pessoas com humildade, pode sentir-se que quem enfrenta a vida gaguejando só pode mesmo inspirar-nos. Mas afinal o que é que cada um de nós, enquanto cidadão comum, não gaguejando, tem a ver com gaguez?
Para responder a esta questão que está relacionada com a elaborada inicialmente, é necessário mais uma vez alargar o foco de concepção e análise. Se colocarmos a questão aparentemente retórica: - Num mundo em que todas as pessoas gaguejassem haveria gagos?
A resposta óbvia é não. - Então porque é que os há no nosso mundo?
Provavelmente, na lógica de uma dita maioria “normal”, é a forma como olhamos para as coisas que as torna iguais ou diferentes, centrando-nos para isso na nossa posição como referência. A definição do que é ou não problema neste caso caberá também a cada um de nós. Como nos dirá então, ela respeito?
Num qualquer episódio comunicativo, encontram-se pelo menos duas pessoas a procurarem influenciar-se mutuamente, num determinado contexto, para atingirem uma finalidade comum, que é verem supridas as suas necessidades individuais. Se uma delas gaguejar, o outro pode não saber como lidar com a situação e todo o processo comunicativo é afectado. Esta visão mais contemporânea acaba por colocar a tónica numa visão do fenómeno gaguez não como algo da responsabilidade individual, mas principalmente como um fenómeno que afecta a interacção comunicativa entre pelo menos duas pessoas. Esta afectação mútua implica responsabilidades partilhadas no confronto com a gaguez e também compromisso dos dois para lhe atenuar os efeitos. Na consciência de que a gaguez do outro nos diz também respeito a nós, enquanto indivíduos, mas principalmente como cidadãos, não podemos deixar de nos tentar colocar na sua “pele”, admirando-o na forma como nos enfrenta com esta dificuldade, e de como temos a obrigação moral de nos deixar por ele inspirar.
Só falando de gaguez, definindo-lhe os contornos, caracterizando-a na visão daquele que gagueja, cruzada com a visão daquele que por ela é surpreendido, podemos todos contribuir para que a gaguez deixe de ser algo místico e possa ser algo por todos compreendido.

Brito Largo
Terapeuta da Fala

Sobre a APG

A Associação Portuguesa de Gagos foi fundada em Agosto de 2005.

É uma associação de âmbito nacional com sede na freguesia de Alqueidão no  concelho da Figueira da Foz.

É desde 2011 membro da European League of Stuttering Associations.

Contactos

Associação Portuguesa de Gagos

adress Rua Principal, 78, Negrote, Alqueidão 3090-834 Figueira da Foz Portugal

phone 925 517 093

email gaguez@sapo.pt

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Dia Internacional de Consciencialização para a Gaguez

laco    22 de Outubro